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04.Agosto.2008
Audiência
com o Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
No passado dia 4 de Agosto a APBA teve uma audiência com o Dr. Guilherme
D'Oliveira Martins, Assessor do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais,
para apresentar a Associação e transmitir a nossa proposta de alteração
do actual Regime Fiscal para os
Business Angel's.
Na referida audiência estiveram presentes o
nosso Presidente, Eng. João Trigo da Roza, o Dr. Rodrigo
Oliveira Fernandes, advogado e especialista em Direito Fiscal que
elaborou a proposta apresentada e eu próprio na qualidade
de Secretário-Geral.
Os pontos principais da nossa proposta de alteração
ao actual regime fiscal de tributação dos ICR's (BA)
são os seguintes:
- As mais-valias da alienação de participações
sociais não deverá ser sujeita a tributação,
desde que as participações sociais sejam detidas
pelo período de pelo menos dois anos, evitando-se assim,
a realização de mais-valias especulativas não
sujeitas a tributação, mas, no entanto, as menos-valias
e os juros suportados na aquisição de participações
sociais deverão ser considerados como custos fiscais – (solução
idêntica ao regime fiscal inglês);
- Em vez de ser
considerada uma dedução à colecta equivalente às
colectas dos últimos cinco exercícios, com o limite
máximo da colecta do exercício, deverá ser
considerado, como dedutível à colecta anualmente,
o equivalente a 20% dos investimentos realizados por ICR no respectivo
exercício, com o limite máximo de € 500.000,00 – (solução
idêntica ao regime fiscal inglês);
- Na distribuição
de dividendos aos sócios residentes em território
português deverá haver uma retenção
na fonte a título liberatório à taxa de
10%.
Nessa mesma reunião foi também sugerida a criação
de um registo mais simplificado dos BA's, sem necessidade de criação
de uma sociedade por quotas unipessoal e o respectivo registo na
CMVM.
De todas estas nossas sugestões o Dr. Guilherme Oliveira
Martins tomou devida nota e prometeu que brevemente nos daria uma
resposta sobre a possibilidade de alguma destas nossas propostas
ser já considerada no próximo Orçamento de
Estado.
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